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terça-feira, 28 de janeiro de 2014

Dálmatas Patch

Filhotes de dálmata nascem brancos e só após 12 dias as pintinhas começam a aparecer, primeiro na pele e depois no pêlo.
Alguns filhotes nascem com uma macha, que pode ser preta ou fígado, estas chamamos de "patch" e podem surgir em qualquer parte do corpo sendo mais comum na orelha e nos olhos, as patchs são facilmente diferenciados das pintas, pois, além de o filhote já nascer com elas, as patches são bem maiores que as pintas.
Dálmatas patches não são menos dálmatas por causa da mancha a diferença é que por conta do patch NÃO são aceitos em exposição de beleza e conformação.




São excelentes para pessoas que buscam um dálmata apenas para companhia.

sexta-feira, 6 de setembro de 2013

Displasia Coxofemoral - Dálmatas

Se você tem um cão de porte grande ou gigante já deve estar careca de ouvir falar da displasia coxofemoral, doença caracterizada pela incongruência e degeneração da articulação da bacia com a cabeça do fêmur. Bastante freqüente, essa displasia também acomete cães de raças médias e pequenas – e até os gatos.
As justificativas mais citadas para o aumento dos casos da doença estão relacionadas a:
* Acasalamento de animais que apresentam displasia (graus D e E, principalmente). Por esse motivo recomenda-se fortemente afastar da reprodução os exemplares displásicos;
* O alto grau de consangüinidade ou inbreeding (acasalamento entre animais de parentesco próximo). Essa prática adotada por muitos criadores com o intuito de fixar características físicas desejáveis nos filhotes pode acentuar também predisposições para doenças hereditárias.
Esses seriam os principais fatores que determinam a predisposição ou tendência genética para o aparecimento da displasia. Mas é preciso esclarecer que a predisposição genética por si só não resulta necessariamente no aparecimento da doença. Atualmente acredita-se que outros desencadeadores da displasia podem ser fatores ambientais e de manejo, principalmente durante a fase de crescimento do animal.
Essa pode ser uma explicação por trás de um casal de cães saudáveis que produz filhotes com displasia. Ou ainda, da ocorrência de alguns irmãos de ninhada se tornarem severamente displásicos enquanto outros estão isentos da doença.
A displasia NÃO TEM CURA e é convencionalmente tratada com administração de antiinflamatórios e protetores articulares, e em determinados casos, cirurgia. Mas você pode fazer muito mais no sentido de prevenir e controlar essa doença.
O que é a displasia coxofemoral?
Nos cães e gatos que não apresentam displasia coxofemoral, a cabeça do fêmur é bem formada e se encaixa perfeitamente no (também bem formado) acetábulo, que é uma cavidade do osso coxal ou “bacia”. Com esse encaixe adequado, o animal anda, corre, salta e vive normalmente. No pet com displasia a cabeça do fêmur e/ou o acetábulo apresentam deformidades, o que compromete a articulação e, conseqüentemente, a mobilidade dos membros traseiros.
Na verdade, a articulação coxofemoral do pet displásico não nasceu degenerada. Ela tem aparência normalíssima durante a infância do animal. Tanto é que não se recomenda radiografar filhotes em crescimento – a displasia simplesmente não estará presente. Sintomas e sinais radiográficos da degeneração coxofemoral não costumam aparecer antes dos quatro meses – e pode demorar até os doze meses de idade do pet (ou mais) para se manifestarem.
Classifica-se a displasia de acordo com o grau de comprometimento da articulação. Nos casos graves, a incongruência (desencaixe) é tão severa que pode ocorrer uma luxação, que é quando a cabeça do fêmur sai completamente do acetábulo (a cavidade na bacia). Em outros casos a displasia está lá, mas os sintomas estão ausentes ou são discretos a ponto do proprietário nem suspeitar que o animal tem a doença. Nesse caso, acredita-se que músculos e ligamentos fortes estejam conseguindo manter a articulação no lugar.
Dependendo do grau de incongruência articular, ocorre a proliferação dos tecidos locais com presença de fragmentos ósseos dentro e fora da articulação. Isso leva a um processo inflamatório bastante doloroso. São sinais clínicos clássicos da displasia coxofemoral: mancar das pernas traseiras, expressar dor ou desconforto ao caminhar, relutar em subir degraus e em se levantar. Se não tratada, a displasia pode levar à perda gradual da mobilidade traseira. Como nem todo animal displásico apresenta sintomas, a única maneira de saber se ele tem a doença é por meio de exames radiográficos. Para saber mais, consulte seu médico-veterinário.
A DISPLASIA COXOFEMORAL NOS DÁLMATAS
Na raça DÁLMATA, a displasia coxofemoral não é comum mas AINDA EXISTEM casos. O que torna importante que todo criador realize as chapas de raio-x antes de acasalar os cães(pergunte sempre para o criador se ele já fez os exames, e se ele inventar alguma desculpa DUVIDE). De 2006-2013, nos EUA, cerca de 3.412 dálmatas fizeram o exame, 10,4% deles tiveram a chapa A(excelente)  e 4,5% são displásicos, ou seja, de 3.412 dálmatas cerca de 154 dálmatas SÃO DISPLÁSICOS . Esses resultados não são tão corretos, pois muitos proprietários de dálmatas displásicos não publicam seus resultados, publicando apenas aqueles que tem uma boa chapa para a doença. De todas as raças, o dálmata está 146º posição quanto ao número de cães com displasia coxofemoral.


FONTES:
DALMATIAN CLUB OF AMERICA
OFFA - ORTHOPEDIC FOUNDATION FOR ANIMALS
CACHORRO VERDE

segunda-feira, 13 de agosto de 2012

Dálmatas e Tamanho

Assunto que gera polêmica na raça é o tamanho. No padrão está escrito assim:


"TAMANHO / PESO
Altura na cernelha*: machos: 52 a 62 cm.
fêmeas: 52 a 60 cm.
Cães com excelente tipicidade e balanceamento não devem ser penalizados se acima
do limite superior."

*altura da cernelha é a medida da altura do cão da pata dianteira apoiada no chão até o topo(cernelha vulgamente onde acaba o pescoço e começa o "corpo" do cão)

Bem, sempre gosto de estar em concordância com o padrão, tamanho é uma característica que precisa ser levada a sério. Muitos leigos na raça acham, persistentemente, que dálmatas grandes é igual a qualidade e saúde. Sim, é fato que dálmatas maiores chamam mais a atenção das pessoas(principalmente dos leigos que não entendem da raça), porém  nem sempre tamanho é igual a documento, não é mesmo?
Existe uma coisa que se chama PROPORÇÃO, essa sim deve ser levada em conta... existem dálmatas de maior porte(minha opnião de dálmata maior seria 58 a 62 cm nos machos, e 56 a 60 cm nas fêmeas ) simplesmente proporcionais e maravilhosos porém, não pouco, dálmatas grandes sem proporção e completamente desajeitados. Proporção é essencial, pois dálmata é um cão que precisa ser equilibrado, leve e elegante, um cão enorme e desajeitado não é um dálmata(é um bullmastiff)...


"PROPORÇÕES IMPORTANTES
Comprimento do corpo: altura na cernelha = aproximadamente 10:9.
Altura da articulação do cotovelo: 50% da altura na cernelha.
Altura dos jarretes: 20-25% da altura na cernelha.
Comprimento da cabeça: cerca de 40% da altura na cernelha.
Comprimento do crânio:comprimento do focinho = 1:1."

Cães menores que 52 cm são intoleráveis, porém um cão com 64 cm desde que esteja com boas proporções são aceitos. Enfim, na minha humilde opnião, prefiro os dálmatas de tamanho médio porém admiro grandes dálmatas, desde com boa proporção. Funcionalidade é a palavra chave para tamanho/proporção equilibrados, se dálmata seguia a carruagem ele não pode ser "pesado" demais, se não não tem o fôlego de acompanhar(se não ele quem puxaria a carrugem, não a seguiria), e se for "leve" demais, não tem resistência para caminhar longas distâncias. Daí vem a proporção também de ossatura e musculatura mas isso já é outro post.

Lembrando também, que cães oriundos da Europa são um pouco maiores dos que os dálmatas americanos. Isso porque o AKC(Kennel Club Norte Americano) expedi um padrão diferente do FCI, e no padrão do AKC o tamanho padronizado dos dálmatas é menor. O padrão da Europa é o mesmo do Brasil, então aceitamos os cães europeus positivamente. Próximo post será ainda mais polêmico, que será Dálmatas Norte-Americanos x Dálmatas Europeus, existe diferença?

segunda-feira, 6 de agosto de 2012

Entrópio

O entrópio consiste na inversão para dentro do bordo palpebral (pálpebra inferior ou superior). No entrópio as pestanas ou os pêlos do cão ficam em constante atrito com a córnea, causando irritação e fazendo o cão lacrimejar constantemente. A doença é mais comum em raças que tenham pele solta e olhos caídos como o sharpei e o pug, embora também possa ocorrer em outras raças como o braco alemão, labrador e também os DÁLMATAS. A doença, por ser possivelmente de origem genética, não deve estar presente em reprodutores a fim de reduzir sua incidência no futuro.

Além da genética a doença também pode ser adquirida ou reflexa. O entrópio genético é o mais comum; o entrópio reflexo, também chamado de espástico pode ser causado devido a uma úlcera na córnea, presença de corpos estranhos no olho, queratite ou conjuntivite crônica; o entrópio adquirido é o mais raro e só ocorre por conseqüência de um cirurgia palpebral mal feita ou por prolongamento de um entrópio reflexo.
Os sintomas são intenso lacrimejar, inversão do bordo palpebral e irritação da córnea com vermelhidão, queratite e conjuntivite, além do que, percebe-se que o cão pisca muito. O entrópio congênito pode ser corrigido através de uma cirurgia, mas antes deve ser realizado o diagnóstico diferencial do entrópio reflexo feito por um veterinário. Cães com entrópio congênito devem ser castrados.
Em alguns casos pode ocorrer entrópio e ectrópio simultaneamente (entrópio na pálebra superior e entróio na pálebra inferior) o que se chama de “olho de diamante”. Esta condição torna a correção cirurgica bem mais difícil.
A castração dos cães afetados e o cuidado na hora do criador e dos filhotes é a melhor precaução.

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

Quero reproduzir meu dálmata, e agora?

Esse post se trata de um assunto muito importante, sempre vejo em sites e até mesmo com proprietários de dálmatas a vontade que eles têm em acasalar seus dálmatas. Então, digo com muita certeza que o pior desafio que a raça enfrenta são os acasalamentos indiscrimados de cães atípicos, agressivos e com faltas desqualificantes para a raça. Vou colocar aqui uma nota que é a resposta de uma criadora, que não vou citar o nome, para um desconhecedor da raça que queria acasalar sua cadela que além de surda era completamente atípica.

"Mas então deixa eu te explicar do que se trata o pedigree... o pedigree é o registro do cachorro e ÚNICO documento que prova que o cão é de raça PURA,sem o pedigree não temos como provar,por tanto não se devem acasalar cães sem registro e mesmo com registro não são todos que estão aptos a reprodução,em cada raça existe um padrão e somente os cães que não possuam faltas que os desqualifiquem ou faltas que retirem a tipicidade não devem acasalar.
Sua cadela deve ser um ótimo animal de estimação e não tiro o mérito dela por isso,mas como falei estimação! Reprodução é outra história,cães não precisam acasalar,não sentem necessidade como os humanos,ela não vai ser menos feliz se não for mãe!
Não sei os seus objetivos acasalando sua cadela mas te aviso que é muito trabalhoso,filhote é uma delicia mas envolve muita resposabilidade,onerosidade e tempo.
Existem muitos cães abandonados pelas ruas,dálmatas geralmente têm muitos filhotes em uma ninhada e se você não conseguir bons lares para todos? você estará disposto a ficar com eles?E se nascer algum filhote surdo (problema comum na raça e por isso é mtooo importante se conhecer os antepassados do cão coisa que se consegue com o pedigree) mesmo acasalando dois cães que escutam pode ocasionalmente nascerem filhotes surdos,você recolheria esses filhotes e cuidaria deles?Ou se tivessem algum outro problema?
Sabe por mais que os filhotes não estejam mais com você vc continua sendo o resposável pelo nascimento deles,não é pq sua cadela é bem cuidada que os filhos dela tb serão!
Fora que na gravidez têm muitos riscos,pode acontecer de ela não conseguir ter os filhotes e precisar de uma cesariana e é caro...mas devemos estar preparados para qualquer imprevisto,cadelas tb podem morrer na hora do parto.
Por isso é necessário se fazer um acompanhamento desde o ínicio,desde antes do acasalamento,fazer exames nos pais (sangue,displasia,brucelose),vermifugação,vacinação em dia,depois deve-se fazer ultrassonografia,dar ração de boa qualidade e para os filhotes depois que nascerem e acredite filhote comeeee pra caramba!, vacinação e vermifugação dos filhotes.
Então se se espera ter algum retorno com a venda de filhotes,não vou te iludir,fazendo do jeito correto não se tem retorno,no máximo vc cobre os gastos que teve para eles nascerem!
Se seu objetivo é prevenir doenças em sua cadela com a gestação,isso é mito! não adianta nada,para prevenir doenças como cancer de mama,piometra,gravidez psicologica e etc o que resolve é CASTRAÇÃO,castração é um ato de amor.
Aqui tiro poucas ninhadas,até pq acompanho os filhote a vida toda deles,sempre indico castração e depois que decido não tirar mais ninhadas de uma determinada cadelas eu as castro."


Então, eu adoro essa resposta e ela está salva no meu computador para responder muitos emails que recebo sobre esse assunto. Sim, todo mundo ama seus dálmatas mas não é por isso que ele deva ser acasalado. Nós, criadores temos uma responsabilidade enorme de PERPETUAR a raça. Eu amo os dálmatas e quero que eles permaneçam lindos desde a origem, e para isso é preciso um trabalho enorme. Os dálmatas precisam se parecer com os primeiros dálmatas que deram sua origem e funcionalidade. Acasalar cães atípicos promove a perpetuação incorreta e desfigura a raça com o tempo. Muitas pessoas tem dálmatas e querem acasalar para terem um outro "igual" ao anterior acho essa justificativa a mais vazia pois NENHUM cão nasce exatamente igual ao outro nem em físico nem em temperamento. Tenho uma dálmata e conheço todos os filhos dela, eles podem se parecer um pouco mas nenhum deles são iguais nem de temperamento igual ao dela. Se você tem um dálmata, ama a raça e quer ter outro pintadinho, procure um criador proximo a sua cidade e ele vai lhe mostrar um filhote do jeito que você estiver procurando.  

quarta-feira, 6 de julho de 2011

Em breve SORTEIO...

Em breve teremos sorteio de coleira forrada de couro dobrada, guia de couro dobrada, e outras coisinhas que serão segredo. Só conto no próximo post que dedicar para o sorteio e colocar a foto do kit, pois ainda estou formulando o Regulamento e vendo quais mais produtos vou colocar. Mas para o sorteio acontecer eu preciso de muita divulgação, se você conhecer alguem que tem um cãozinho avisa do nosso blog para ela, quem sabe ela não se interessa e ganha um Kit super legal.